Dedicação da Basílica do Latrão (Catedral de Roma) e nosso Santuário de Schoenstatt

O mês de novembro vai terminando, mas deixa em nosso coração alguns ensinamentos. No dia 9 de novembro celebramos a dedicação da Basílica de São João de Latrão, a Catedral de Roma, que foi dedicada à Deus para o culto Divino Cristão em 324 pelo Papa São Silvestre. Mas para nós o que significa esta celebração?
Na primeira leitura (Ez 47,1-2.8-9.12), Ezequiel nos fala da água que jorra do templo e que gera vida por onde passa. Na segunda leitura (1Cor 3,9c-11.16-17) Paulo nos chama atenção: “Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá, pois o santuário de Deus é santo, e vós sois esse santuário.” No evangelho (Jo 2,13-22) Jesus expulsa os vendedores e cambista do Templo pois o zelo pela casa de Deus o consumia. Ele ainda diz: “Destruí, este Templo, e em três dias o levantarei”, falando do seu próprio corpo.
A liturgia deste dia é de uma riqueza incomensurável para nos dizer que nós somos este Santuário Vivo onde Deus habita pelo poder do seu Espírito. Nosso Corpo é sagrado pois é morada de Deus. Como na visão de Ezequiel um rio jorra do templo, se abrirmos o coração para Deus desse coração jorrarão rios de água viva.
A celebração da Dedicação da Basílica do Latrão está intimamente ligada à espiritualidade Schoenstatt. Ao convidar a Mãe a se estabelecer na pequena Capela de São Miguel, aquele espaço deixou de ser um depósito de ferramentas de jardinagem para se tornar o Trono de Nossa Senhora. “Não seria possível que agora a capelinha da nossa Congregação se tornasse também o nosso Tabor, no qual se revela a glória de Maria? Não podemos, sem dúvida, realizar uma ação apostólica maior, não podemos legar aos nossos sucessores uma herança mais valiosa, do que mover Nossa Senhora e Rainha a estabelecer aqui, de maneira especial, o seu trono, a distribuir os seus tesouros e a operar milagres da graça. Imaginais onde quero chegar: gostaria de transformar este lugar num lugar de peregrinação, num lugar de graças para a nossa casa, para toda a província alemã e talvez para ainda mais além. Todos os que aqui vierem para rezar, devem experimentar a glória de Maria e confessar: É bom estar aqui.” (Primeiro Doc.Fundação 7) E a Mãe se estabeleceu em Schoenstatt e daquele Santuário jorra um rio de água viva, como diz Ezequiel. Esse rio é uma corrente de graças e bênçãos para a restauração não só da Alemanha mas para todo o mundo. Por onde as águas de Schoenstatt passam realidades são mudadas, famílias são restauradas, vidas são refeitas, como disse o Pai Fundador “À sombra do Santuário se ajudará a decidir os destinos da Igreja e do Mundo”(1929).
Aprofundando as palavras de Paulo na liturgia deste dia 9 (Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é sagrado – e isto sois vós.) encontramos eco também em Schoentatt: “Nosso Santuário de Schoenstatt deve ser ampliado por muros vivos. Cada família, uma por uma, deve ser um Santuário vivo.” Através de seus ensinamentos, o Pe. José Kentenich nos faz voltar às escrituras e assumir nossa missão de batizados: sermos Templos do Espírito Santo, Santuários Vivos.
Como é admirável o zelo e o amor que o Santuário de Schoenstatt inspira no coração de quem o conhece, nele a Mãe nos abriga em seu colo, nos transforma em um novo homem moldado segundo o Seu Filho e renova o nosso ardor apostólico para fazer do mundo um Tabor onde suas magnificências sejam contempladas.
Que possamos zelar pelo Santuário Coração em nosso peito, onde o Amor faz morada, onde a Mãe quis se estabelecer e com ela possamos proclamar: “O Senhor fez em mim maravilhas, Santo é o Seu nome!”
Graça e paz!
Por Kennedy Rocha.

