Qual é o seu Símbolo no Santuário?

22 de novembro de 2018

 

O nosso Santuário da Mãe Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt é formado por muitos objetos litúrgicos e sagrados que damos o nome de Símbolos.

 

Símbolo é uma palavra de origem grega (sýmbolon) que significa aquilo que une, que está junto, ou seja, é algo visível que remete para algo invisível, o natural e ordinário que remete para o sobrenatural e extraordinário. O “símbolo” é um elemento essencial no processo de comunicação, ele intensifica a relação com o transcendente.

 

Dentre os muitos símbolos do Santuário nós termos o Tabernáculo, o quadro da Mãe, a Moldura luminosa, a Coroa, a Lâmpada do Sagrada, a Cruz da Unidade, o Olho do Pai, o Espírito Santo, as imagens de São Miguel Arcanjo, São José, São Pedro e São Paulo, o quadro da Ave Maria, os Vitrais, o Campanário, a Pira de José Engling etc…

 

“Os símbolos nele colocados são expressão da vida e aspiração de diversos grupos e membros do Movimento, por isso se tornaram importantes e significativos, e estão presentes nos Santuários Filiais, que são uma réplica do Santuário Original de Schoenstatt.” (Livro História e símbolos do Santuário, pág.20)

 

Cada um dos símbolos tem um significado e certa vez o Padre José Kentenich convidou a Família a conhecer cada um deles; “Sabemos que cada adorno do Santuário tem uma história. No futuro deve ser uma tarefa importante… revelar a nossa Família a mensagem de cada um dos símbolos como parte da história total…” (Santa Maria, 14/04/1948)

 

Em Schoenstatt tudo tem significado

 

Quando o Fundador começou a instituir Santuários-lares, era escolhido um símbolo para cada pessoa da família, era o que ele chamava de Santuário Vivo. “O Santuário Vivo era uma ideia tão simples que poderia ser completamente negligenciada. Entretanto, era obvio que, por meio das orações que o Pai Fundador fazia nas consagrações dos Santuários vivos, o ato se tornava intenso e profundo e trazia consequências importantes para o futuro dos indivíduos e das famílias. E qual era essa ideia? Cada membro da família escolhia um símbolo do Santuário, para ser formado por ele e se tornar semelhante a ele. Desta forma, tornavam-se um Santuário vivo que garantia a fecundidade do Santuário-Lar e vinculava profundamente os membros da família ao Santuário Original e ao próprio Santuário-lar.” (Livro Santuário-lar – presente para a família)

 

A maioria fazia uso deste símbolo como caminho para o Ideal Pessoal. Houve uma situação em que numa família muito grande ele foi dizendo que um era o tabernáculo, outro as janelas, outro o altar, outro o Espírito Santo, outro o Olho do Pai e disse ao pequenino, caçula da família, que ele era o tapete. O menino ficou triste. Queria ser um símbolo de destaque. E mesmo muito pequeno perguntou? “Porque sou o tapete?” E o Fundador respondeu que ele era ainda muito jovem, tinha a inocência estampada em seus olhos e suas atitudes. E que ele estava encarregado de não deixar que nenhuma “sujidade” entrasse para contaminar os demais. E que o capacho tem uma particularidade de que a sujeira não adere à ele. Então ele sentiu-se extremamente importante. O Pai Fundador olhava a pessoa e dava um símbolo à ela. E no decorrer do tempo as pessoas entendiam que era exatamente o que carregavam no coração.

 

“O que o Pai Fundador via nos símbolos e no Santuário vivo? (…) Ele estava vinculando cada membro da família a Deus e um ao outro por meio dos símbolos. (…) Nós sentimos que o Pai Fundador nos deu um grande presente. O Santuário vivo nos une. Ele nos dá vinculações em um mundo “sem lar”. Cada vez que vamos visitar o Santuário, podemos ver todos os membros da nossa família em nossa frente, e é uma maneira de unir nossos corações através das milhas e até a eternidade. Os símbolos do Santuário vivo podem nos ajudar a moldar e formar a vida. O símbolo pode desempenhar um grande papel na descoberta de nosso Ideal Pessoal.” (Livro Santuário-lar- presente para a família)

 

O Santuário é como um diamante com suas várias facetas, em cada uma delas o Bom Deus nos olha com amor e nos envolve em sua misericórdia. E você já teve a inspiração do Espírito Santo pra saber qual o seu símbolo? Sabe aquela parte do Santuário que os olhos enxergam antes das demais? Sabe aquele símbolo que quando você olha e seu coração se alegra? O que mais encanta entre todos?

 

 

Texto : Kennedy Rocha*, com a colaboração de Marilsa Liviero.

 

* Kennedy Rocha pertence ao Ramo da Liga de Famílias de Schoenstatt do Santuário Tabor da Liberdade

 

 

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