Pe. Rodolfo Chagas Pinho nos conta como a Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt o preparou e o acompanha em sua missão como Assessor da Comissão Episcopal Vida e Família CNBB e Secretário Executivo da Pastoral Familiar Nacional.

“Em 2004, quando entrei no seminário de filosofia, na Diocese de Jacarezinho/PR, o reitor e diretor espiritual eram adeptos do Movimento Apostólico de Schoenstatt e incentivaram os seminaristas a selar a Aliança de Amor, com a devida preparação.

 

Pedra viva de construção do Santuário

No período de nossa formação, ajudamos na construção do Santuário de Schoenstatt, em Jacarezinho: Tabor Fundamento de Schoenstatt no Brasil. Participávamos de muitas atividades com a Juventude Masculina de Schoenstatt, dormíamos no terreno, fazíamos vigílias etc. Participei do Congresso de Outubro em Londrina/PR e em vários momentos de espiritualidade e ação.

Com esse itinerário, fui conhecendo o carisma do Pe. José Kentenich e me colocando à disposição da Mãe, para que ela pudesse me educar como um novo homem. Em 18 de outubro de 2004, nós selamos a Aliança de Amor com ela. O carisma de Schoenstatt significa muito para mim. Como padre, entrego as minhas ofertas ao Capital de Graças. Gosto sempre de me auto educar, com a intercessão maternal de Maria.

 

Pe. Alexandre Awi e Rodolfo no dia da Aliança de Amor – 18.10.2004

 

Um sacerdócio vinculado à Mãe e Rainha e seu Santuário

Na véspera de minha ordenação sacerdotal, eu dormi no Santuário, para que, naquela noite, a Mãe me gerasse como sacerdote. Minha devoção pessoal a Santa Terezinha também tem relação com Schoenstatt, pois, percebo que a pequena via de Terezinha está totalmente de acordo com a vida de filialidade ensinada pelo Pe. Kentenich. Atualmente, continuo empenhado em viver os ensinamentos da espiritualidade do Movimento de Schoenstatt, que me faz sempre um padre novo. A graça do abrigo espiritual, que a Mãe presenteia no Santuário, me ajuda muito.

No ano passado, eu estava indo para o Santuário de Schoenstatt, em Curitiba/PR, levando as relíquias de São Luís, Santa Zélia e Santa Terezinha. No meio do caminho, Dom Bruno Elizeu Versari, presidente da Comissão Vida e Família, na CNBB, me ligou convidando-me para assumir a função de Assessor Nacional da Comissão Episcopal Vida e Família da CNBB, no quadriênio 2023-2027. Respondi que eu não tinha certeza se esse serviço era para o meu perfil etc. Ele me disse para nos falarmos depois da viagem.

A Divina Providência foi muito clara

Quando cheguei, entrei no Santuário para rezar e pedir para Nossa Senhora me dar um sinal, dar uma luz, me ajudar a ter clareza do que responder. Quando saio do santuário e vou ao local da Cruz da Unidade, estava ali um casal com três filhos, todos vestindo a camiseta com a logo da Pastoral Familiar. Aproximei-me e perguntei de onde eram, qual paróquia, diocese etc. Conversei um pouquinho com eles e já senti que este era a resposta da Mãe, que eu poderia assumir essa função.

Então, naquele fim de semana fiz um retiro, ali no Santuário Magnificat, no colo da Mãe, e foi ela que me ajudou aceitar o convite para servir a CNBB nesta missão.

 

Resposta da Mãe registrada em foto – família com a logo da PF

 

Continuo a confiar no MHC

Hoje, quando possível, eu colaboro com o Movimento de Schoenstatt aqui no Santuário Tabor da Esperança, em Brasília/DF. As Irmãs sempre me convidam para celebrar as missas da Aliança de Amor, nos dias 18, ou uma missa dominical, quando não estou viajando pela CNBB. A Liga das Famílias de Schoenstatt também me convida para estar presente, quando tem um encontro ou um retiro.

Lembro-me que, no tempo de seminário, eu escrevia no canto da folha de todas as provas: MTA. Ela sempre me ajudava e continua a me ajudar também hoje. Tenho um programa de rádio e sempre termino meus programas dizendo: Mater Habebit Curam (A Mãe cuidará). Eu creio que ela sempre está cuidando.”