OS ENCONTROS DA ALIANÇA

6 de outubro de 2020

 

 

 

 

“O filho singelo vê Deus por trás de cada acontecimento. Deus é pai, Deus é bom e bom é tudo o que Ele faz! Talvez valesse a pena examinar nosso passado sob este ponto de vista. Os grandes golpes do destino não foram períodos de bênçãos? Se eu lançar um olhar retrospectivo para o passado e deixar-me penetrar por essa realidade, estarei tranquilo diante do futuro. […] Sei que em todos os acontecimentos do mundo está Deus, a bondosa mão de um Pai que tudo sustenta” .

 

 

Impulsionadas e fortalecidas por essa reflexão do Fundador da Obra de Schoenstatt, Padre José Kentenich, as Irmãs Adriane Maria Andrade Barbosa e M. Ester Sierra unidas ao Movimento  do Santuário Tabor da Liberdade, Confins – MG, atentas às inspirações divinas, acharam uma saída para celebrar a Festa da Aliança de Amor em 2020, neste tempo de pandemia: a festa da Aliança, tradicionalmente celebrada no terceiro domingo do mês de outubro, será celebrada nos quatro domingos do mês, ou seja, nos dias 04, 11, 18 e 25.

 

Em cada domingo participarão os peregrinos de uma das regiões episcopais da Arquidiocese de Belo Horizonte, juntamente com os peregrinos das dioceses ligadas ao Santuário Tabor da Liberdade, respeitando-se todos os protocolos determinados pelas autoridades governamentais e da área de saúde. Assim, será possível que um maior número de peregrinos possa participar, com segurança, da festa da Aliança 2020.

 

No primeiro domingo, dia 04, celebraram a Aliança de Amor a Região Episcopal Nossa Senhora da Esperança, Região Episcopal Nossa Senhora do Rosário, a Diocese de Itabira, juntamente com peregrinos de outras localidades.

 

Os peregrinos foram acolhidos pela Ir. Adriane  Maria , que ressaltou a alegria de estar com os corajosos romeiros, que mesmo com todas as dificuldades e incertezas, confiantes na Divina Providência, empreenderam a peregrinação ao Santuário.

 

 

Lembrou, ainda, as palavras do Fundador à Família, recordando sempre que “Schoenstatt é filho da guerra”, isto é,  o período principal em que nasceram e se desenvolveram o Movimento e a maioria de suas comunidades acontece durante as duas grandes guerras mundiais e no espaço de tempo imediato. Tempo de guerra é tempo de grandes dificuldades, de riscos, de carências e de limitações de toda ordem.

 

Esta pandemia do Coronavírus é a nossa guerra atual, o nosso “Golias”. Somos chamados a aprender com Davi a utilizar os instrumentos capazes de vencer “os Golias” do nosso tempo (2).

 

Por isso, durante o momento de Adoração Eucarística foi rezada a ladainha, composta pelo Papa Francisco, na Praça de São Pedro, em Roma, quando dirigiu um momento extraordinário de oração pela humanidade, pedindo o  fim da pandemia.

 

 

 

 

Em  outro momento da programação,  após o almoço, aconteceu uma vivência, na qual os presentes foram conduzidos para uma reflexão sobre a Aliança de Amor, sobre o ano jubilar dos 70 anos da Campanha da Mãe Peregrina e sobre o Ano “João Luiz Pozzobon”.

 

Foram exibidas algumas faixas, contendo indicações de como bem viver a Aliança de Amor, entre elas destacamos:

 

– Nossa santidade tem um nome: Maria;

 

– A Aliança de Amor é o coração do Movimento;

 

– “Entendi a missão e por ela a minha entrega foi total”.

 

A última frase é do Diácono João Luiz Pozzobon, que iniciou a Campanha da Mãe Peregrina,  no dia 10 de setembro de 1950, em Santa Maria – RS.

 

 

Vivendo a Aliança de Amor na vida diária

 

Durante a vivência,  algumas pessoas apresentaram o testemunho de como vivem sua Aliança de Amor no dia a dia e os seus frutos. Entre eles podemos destacar o da Sra. Carmelita Araújo Moreira Videira,  que emocionada, relatou sua experiência da intercessão da Venerável Ir. M. Emilie,  após uma súplica num momento  em que não tinha o necessário para fazer o almoço. Mal acabou sua oração, a campainha tocou e ao atender,  constatou que era uma entrega, contendo tudo o que estava faltando em sua casa, cujo entregador não soube informar o remetente. Também,  a Sra. Aparecida Santos de Almeida,  relatou a sua confiança na intercessão do servo de Deus, Padre José Kentenich, através das 300 novenas, que já rezou  pela cura de sua filha. Já a coordenadora Marcela Batista, da Forania São João Bosco, narrou como sua mãe, após ter perdido a memória, começou a recuperá-la, assim que recebeu a visita da imagem da Mãe Peregrina.

 

 

 

As reflexões sobre a vivência da Aliança de Amor foram enriquecidas com a reza do Santo Terço, durante a qual, foi ressaltado, a cada mistério, um aspecto da vida e missão do servo de Deus, o diácono João Luiz Pozzobon. Ao final todos foram convidados a rezar a oração por sua beatificação.

 

Às 15h, foi celebrada a Santa Missa, presidida pelo Pe. José Genildo Bezerra da Silva, pároco da Paróquia de São José, de Confins e Assistente Religioso do Santuário, sendo  concelebrada pelo Pe. Valdioney Pereira dos Santos, pároco da Paróquia de São Vicente de Paulo, em Belo Horizonte.

 

 

Em sua homilia, Padre Valdioney exortou a assembleia a sempre buscar o Senhor em todas as situações, a não desanimar, a não se acomodar, mas confiar no cuidado do Senhor e viver em profundidade a Palavra de Deus.  Recordou a memória litúrgica de São Francisco, lembrando a simplicidade, pobreza e o amor que ele teve a Jesus Cristo.

 

 

 

Ao final da celebração, a Ir. Adriane Maria agradeceu a presença dos celebrantes, de cada peregrino presente, bem como, a dedicação e disponibilidade dos funcionários e voluntários que com tanto amor, se colocaram a serviço, seguindo o exemplo de Maria e deram testemunho de sua Aliança de Amor.

 

 

Texto: Maria Conceição Braga

(Fotos: Rafaela Gonçalves)


Fontes:

Pe. José Kentenich. Ser filho diante de Deus, vol. 1

Subsídio 8 – Certos da vitória! Rumo ao tempo novíssimo.

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