Juventude “Construindo pontes e incendiando corações”

18 de julho de 2019

 

Jumas do Tabor da Liberdade em missão na fronteira

 

A Juventude Masculina de Schoenstatt (Jumas) do Regional Sudeste embarcou na última semana num desafio novo e em sua avaliação bastante ousado. De 6 a 14 de julho de 2019 aconteceu a primeira edição da “Missão Jumas na Fronteira”. 31 jovens entre eles Pedro Lucas e Paulo Ricardo da Juventude do Tabor da Liberdade, mais os assessores, visitaram as famílias da cidade de Porto Esperidião, no estado do Mato Grosso, que faz divisa com a Bolívia.

“Construindo pontes, incendiando corações” é o lema que os acompanha e impulsiona. A missão é organizada pelo Jumas do Sudeste como uma forma de contribuição ao Capital de Graças e de entrega, é um presente à Mãe de Deus na celebração dos dez anos do ideal nacional do Jumas Brasil. A Juventude visitará as famílias da cidade mato-grossense e também algumas comunidades na Bolívia, inclusive comunidades indígenas.

 

“Sair do sofá”

O anseio do Jumas, com essa experiência, é também se lançar a novos desafios. “Acredito que essa missão vem para quebrar alguns paradigmas e rotinas para o Jumas do Sudeste. Estamos acostumados a fazer missões, eventos e atividades sempre do mesmo jeito, da mesma forma. Essa missão é totalmente diferente, ela nos desafia muito, tanto na preparação como na execução”, conta Nikolas Garcia, de Atibaia/SP, da equipe de organização.

 

Ele explica: “É uma forma de desafiar o Jumas a não cair na rotina, mas saber que a gente pode ir ao encontro das pessoas de outras formas, que a gente pode buscar jovens, buscar corações para a Mãe de Deus de outras formas. Claro que é algo extremamente diferente da missão na vida diária, mas, no fundo, quer estimular isso. A missão quer ser uma amostra de que, em nosso dia a dia, a gente não deve ficar estacionado numa mesma rotina, porque isso pode se tornar prejudicial. Temos que nos esforçar para sempre desafiar a nossa autoeducação, sempre nos desafiarmos um pouco mais em nossa busca pela santidade. No Documento de Fundação, o Pai e Fundador diz que ‘o máximo há de ser a meta de nossa mais elevada aspiração’, então a gente não pode se contentar com a mesmice – e isso em todos os âmbitos da nossa vida: profissional, pessoal, na autoeducação, nos relacionamentos, nos vínculos, etc.”

 

Cultura do encontro

Outro ponto bem importante dessa missão – Nikolas continua explicando – é que ela quer nos levar a uma forma diferente de encontro com Cristo. “Estamos acostumados com as missões de muitos formatos, mas esta terá uma forma mais simples, mais humilde; ela quer voltar às raízes, às raízes talvez do próprio cristianismo. A gente busca um encontro com Deus, pelas pessoas, de uma forma mais simples, de uma forma que nos tire da nossa zona de conforto”.

 

Como o nome sugere, a ‘Missão Jumas na Fronteira’ denota uma proposta atual, bastante ligada àquilo que o Papa Francisco sempre pede: “É bem simbólico a missão ser na fronteira, pelo momento que o mundo vive: cria muros, dificulta o diálogo, gera intolerância. A gente vê, por exemplo, a situação do Brasil, repleta de discussões, de intolerâncias, de extremismo, é algo que está na nossa sociedade. Como o Papa Francisco muito fala, queremos criar pontes entre pessoas, entre culturas, abrir diálogo. E tudo isso deve ser refletido, depois, dentro da própria Família de Schoenstatt, dentro da Juventude e dentro da nossa sociedade”.

 

Os assessores que acompanham a Juventude são o Pe. Ailton Brito Alves e o seminarista Maike Andrade. O grupo parte do Santuário Sião, no Jaraguá, São Paulo/SP, neste sábado (dia 7), de ônibus, rumo ao Mato Grosso. A inspiração para esse projeto surgiu do contato entre o Pe. Ailton e o Pe. Marcelo Ramos, que é pároco na cidade de Porto Esperidião. Lá os jovens das comunidades já realizam essas missões há algum tempo – chamadas por eles de Jefron (Jesus na Fronteira).

 

 

Por Karen Bueno – Extraído do  Portal Nacional

Fotos : Arquivo JUMAS

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